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terça-feira, maio 31, 2011

Os Quatro Cavaleiros do Ateísmo - O Debate

Assista aos ateus mais influentes do mundo atualmente neste debate onde criticam as crenças religiosas.

Da esquerda para a direita: Christopher Hitchens, Daniel Dennett, Richard Dawkins e Sam Harris:

  

domingo, maio 22, 2011

O gene egoísta foi publicado em 1976. Propunha-se a condensar o enorme corpo teórico já produzido para compreender como espécies surgem e se diversificam, como indivíduos se relacionam e colaboram entre si e a ir além. Richard Dawkins inovou de muitas maneiras. Introduziu uma linguagem informal e metafórica numa área dominada por reflexões densas e fórmulas matemáticas. 

Subverteu a percepção intuitiva da importância dos organismos e dos grupos: o gene é quem comanda, quem busca perpetuar-se. Os organismos são máquinas de sobrevivência construídas pelos genes, num processo competitivo em busca da máquina mais eficaz. E a influência dos genes não pára aí. 

Organismos interagem entre si e com o mundo inanimado, e assim alteram seu ambiente e promovem a propagação de genes presentes em outros corpos. Um dos livros mais aclamados da história da divulgação científica, ele não só apresenta a biologia evolutiva de forma acessível, mas acrescenta uma interpretação metafórica que inspirou gerações de biólogos e simpatizantes: somos máquinas de sobrevivência a serviço dos genes. 

Desde a sua publicação, foi traduzido para mais de 25 idiomas e sucesso de vendas pelo mundo todo. É ainda um livro atual, que continuará a ser referência obrigatória para quem se interessa pela evolução da vida. Esta edição comemorativa dos trinta anos de publicação traz uma nova introdução do autor.

sábado, maio 21, 2011

 “Estamos cercados por infindáveis formas belíssimas e fascinantes, e não é por acidente, e sim uma consequência direta da evolução pela seleção natural não aleatória — única na vida, o maior espetáculo da Terra.” Não há interpretações alternativas para a existência da vida neste planeta. Richard Dawkins decidiu escrever um livro para defender essa tese e convencer a todos — sem exceção — de que Darwin tem razão. Depois de oito obras que revolucionaram o pensamento evolucionário, ele traz a público o que chama de seu “elo perdido”, ligando todos os seus escritos: uma síntese pessoal das evidências científicas de que a evolução é, mais do que uma teoria, um fato estabelecido.

As evidências da evolução são tão válidas e irrefutáveis quanto, por exemplo, as evidências históricas de que existiu o Império Romano: “Também os seres vivos trazem a história escrita em todo o corpo. São repletos de equivalentes biológicos das estradas, muralhas, monumentos, cacos de cerâmica e até inscrições antigas romanas, tudo esculpido no DNA vivo, pronto para ser decifrado por estudiosos”. Para Dawkins, a visão da vida pelo prisma da evolução guiada pela seleção natural é grandiosa, sublime, e ele não mede esforços para levar o leitor a compartilhar seu arrebatamento. Nem para fulminar com argumentos inatacáveis e humor sarcástico as ideias dos que tentam defender interpretações sucedâneas — vale dizer, os “criacionistas da Terra Jovem”, para quem os seres vivos foram criados por volta de 10 mil anos atrás, e os proponentes do design inteligente, que até acreditam que houve evolução, porém graças a um empurrãozinho divino.

Dawkins mostra-se, como sempre, incomparável na arte de traduzir a ciência para não-especialistas. Em sua prosa premiada, a embriologia, o sequenciamento do código genético e o sistema de genes/proteínas que rege a vida ganham clareza e, mais do que isso, fascínio. Suas analogias e metáforas invariavelmente se tornam clássicas. Quem mais pensaria em recorrer à técnica do origami, aos métodos de Sherlock Holmes, a uma sátira do Monty Python e até a um balé aéreo de um bando de estorninhos para elucidar o mecanismo da evolução?



sexta-feira, maio 20, 2011

Richard Dawkins - Deus , um Delírio

Num tempo de guerras e ataques terroristas com motivações religiosas, o movimento pró-ateísmo ganha força no mundo todo. E seu líder é o respeitado biólogo Richard Dawkins, eleito recentemente um dos três intelectuais mais importantes do mundo (junto com Umberto Eco e Noam Chomsky) pela revista inglesa Prospect. Autor de vários clássicos nas áreas de ciência e filosofia, ele sempre atestou a irracionalidade de acreditar em Deus e os terríveis danos que a crença já causou à sociedade. 

Em 'Deus, um delírio', seu intelecto afiado se concentra exclusivamente no assunto e mostra como a religião alimenta a guerra, fomenta o fanatismo e doutrina as crianças. 

O objetivo deste texto mordaz é provocar; provocar os religiosos convictos, mas principalmente provocar os que são religiosos 'por inércia', levando-os a pensar racionalmente e trocar sua 'crença' pelo 'orgulho ateu' e pela ciência. Dawkins despreza a idéia de que a religião mereça respeito especial, mesmo se moderada, e compara a educação religiosa de crianças ao abuso infantil. Para ele, falar de 'criança católica' ou 'criança muçulmana' é como falar de 'criança neoliberal' - não faz sentido. O biólogo usa seu conceito de memes (idéias que agem como os genes) e o darwinismo para propor explicações à tendência da humanidade de acreditar num ser superior. 

E desmonta um a um, com base na teoria das probabilidades, os argumentos que defendem a existência de Deus (ou Alá, ou qualquer tipo de ente sobrenatural), dedicando especial atenção ao 'design inteligente', tentativa criacionista de harmonizar ciência e religião. Mas, se é agressivo para expressar sua indignação com o que considera um dos males mais preocupantes da atualidade, Dawkins refuta o negativismo. 

Ser ateu não é incompatível com bons princípios morais e com a apreciação da beleza do mundo. A própria palavra 'Deus' ganha o seu aval na ressalva do 'Deus einsteiniano', e o maravilhamento com o universo e com a vida, já manifestado em seus outros livros, encerra a argumentação numa nota de otimismo e esperança.
Gênero: Filosofia
Ano: 2007
Autor: Richard Dawkins
Editora: Companhia das Letras
Páginas: 381